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segunda-feira, 16 de maio de 2011

MTP e Missões Portas Abertas
Cuba


 
Cuba é a maior ilha caribenha e fica somente a 170 km da costa norte-americana da Flórida. O território é dividido quase igualmente por florestas e áreas cultivadas. 

População e religião 

A população cubana é nova e urbana. Embora apenas 18,8% tenha idade inferior a 15 anos, a idade média é de 35 anos. Havana, a capital, é a maior cidade, com 2,3 milhões de habitantes. Etnicamente, a maior parte da população cubana é mestiça, e existem grupos minoritários de trabalhadores chineses. 

Embora o regime de Castro declare Cuba oficialmente um Estado ateu, a maior religião organizada ainda é a Igreja Católica Romana. Especialistas estimam, no entanto, que menos de 5% da população da ilha seja praticante do catolicismo. De 4,5 milhões de seguidores batizados, somente 452 mil vão à missa regularmente. 

A santería, prática sincretista afro-cubana similar ao candomblé, pode ser considerada a principal religião de Cuba. Ela é uma crença animista baseada na religião yoruba, que foi trazida pelos escravos africanos durante a fase colonial e misturou-se ao catolicismo. 

Uma vez que a santería não possui estrutura organizada, é difícil definir o número de seguidores, mas relata-se que pelo menos 60% dos cubanos participaram de um ritual de santería alguma vez na vida. 

A maioria dos santeros se considera católica, e todos os praticantes da santería consideram o batismo um requisito fundamental para a participação em suas cerimônias sincretistas. 

Governo 

Cuba é um Estado comunista. O governo atual assumiu o poder em 1º de janeiro de 1959. O país possui apenas um partido político, o Partido Comunista Cubano (PCC). Fidel Castro renunciou à presidência em 18 de fevereiro de 2008, e seu irmão Raul foi eleito seu sucessor, em 24 de fevereiro, como presidente do conselho de ministros. 

O governo mantém total controle sobre a imprensa falada e escrita. Os cidadãos cubanos não têm o direito de escolher livremente seus representantes no governo, não têm igualdade de proteção sob a lei, não gozam de liberdade de expressão, não podem sair e entrar na ilha livremente e não possuem o direito de organizar manifestações públicas, ainda que pacíficas. 

Em 1º de abril de 2008, as lojas estatais tiveram permissão para vender eletrodomésticos, antes proibidos1. Os computadores, igualmente vetados, não chegaram às lojas no mesmo dia. A proibição de acessar a internet sem autorização do governo levou alguns cubanos a comprar senhas de acesso no mercado negro. 

O governo castrista transformou a sociedade cubana em uma das mais militarizadas de todo o mundo. Com exceção do Brasil, Cuba possui o maior e talvez mais moderno exército da América Latina. Seu poder, entretanto, diminuiu muito com o colapso da antiga União Soviética. A consequente escassez de combustível, de peças de reposição e de outros materiais reduziu drasticamente o treinamento e os exercícios militares. 

Economia 

De maneira geral, os jovens cubanos não se lembram da revolução de Castro e a maioria deles está mais interessada no crescimento econômico do que na ideologia política. Quase todos (99,8%) os cubanos são alfabetizados, porém pobres. O cidadão cubano ganha em média cerca de US$ 2 mil por ano. 

A economia do país foi devastada pelo planejamento centralizado, pelo colapso da União Soviética e por anos de embargo comercial. A crise econômica, a dívida externa com os países ocidentais e a falta de documentação confiável das propriedades que foram desapropriadas não têm permitido que Cuba tenha êxito em seu esforço de atrair novos investidores estrangeiros. 

Como resultado, a balança comercial cubana continua apresentando um elevado déficit anual (quase US$ 1,2 bilhões em 2006), agravando a situação da dívida externa do país, que já girava em torno de US$ 15,13 bilhões em 2006. A enorme dívida de Cuba com a Rússia gira entre 15 e 20 bilhões de dólares. 

A exceção é o turismo, que tem crescido cerca de 20% nos últimos anos.



Missionários católicos da ordem dominicana chegaram a Cuba em 1512, pouco tempo depois da descoberta da América por Cristóvão Colombo, em 1492. 

A Igreja Católica Romana encontra-se firmemente estabelecida no país desde então, mas o número de católicos que efetivamente vão à igreja diminuiu drasticamente a partir de 1960. Embora 40% da população seja católica, apenas 10% dos cubanos vão à igreja com certa frequência. 

Já nas igrejas protestantes ocorre exatamente o oposto. Durante os anos 90, várias denominações cristãs cresceram rapidamente, a ponto de hoje ser muito difícil encontrar uma cidade cubana sem uma igreja protestante. 

Apesar de terem se esvaziado com o movimento migratório para os Estados Unidos, elas apresentam uma espetacular taxa de crescimento de 6% ao ano, enquanto a Igreja Católica cresce apenas 2,4% ao ano. 

Cerca de 300 mil cubanos pertencem a uma das 84 denominações protestantes da ilha. 



A Constituição reconhece o direito de professar e praticar qualquer religião, desde que se respeite a lei. Em inúmeras leis e documentos legais, o governo cubano tem se declarado completamente neutro em questões relacionadas ao cristianismo e exigido a separação absoluta entre Igreja e Estado. Da mesma forma, o governo afirma não apoiar nem exigir nada da Igreja cubana. Na prática, no entanto, há severas restrições às reuniões, à evangelização nas ruas e à construção de igrejas. Pastores são detidos e presos, informantes se infiltram nas igrejas e a discriminação é constante. Felizmente, o risco de morte é baixo nos dias atuais e a perseguição está em declínio de maneira geral. As restrições ainda são evidentes, mas uma recente abertura tornou possível a expansão do ministério. 

Em 1992, uma emenda à Constituição mudou a natureza do Estado cubano de ateísta para laico, permitindo que cristãos pudessem se filiar ao Partido Comunista Cubano. Isto, no entanto, ainda está para acontecer. Membros devotos de denominações protestantes e católicas enfrentam, de maneira geral, intensa oposição e perseguição das autoridades. 

Cubanos que defendem questões de direitos humanos frequentemente são visados e muitos têm sido presos desde a repressão em massa de 2003. 

Em julho de 2006, o pastor Carlos Lamelas, ex-presidente da Igreja de Deus e membro do Conselho Cubano de Igrejas, foi preso e acusado de "tráfico humano", porque lutava pelo aumento da liberdade religiosa em Cuba. A promotoria pública pediu uma sentença de nove anos de prisão. 

De acordo com a Solidariedade Cristã Mundial, uma organização britânica de direitos humanos, o pastor Carlos foi libertado de forma inesperada depois de 126 dias preso e obteve permissão para se juntar à família em Havana. Enquanto estava preso, ele não tinha permissão para sair da cela, por isso, sua saúde ficou abalada. O pastor recebia visitas semanais de sua esposa, 20 minutos cada uma, as quais, entretanto, eram vigiadas pelos guardas, e eles não podiam conversar livremente. Carlos só obteve permissão para ver seu advogado uma única vez, por cinco minutos. Suas duas filhas, de 5 e 12 anos, não puderam ter qualquer contato com o pai durante o tempo em que ele ficou na prisão. 

Carlos Lamelas disse que ficou impressionado com o apoio que recebeu dentro e fora de Cuba. Quando chegou em casa, encontrou uma "montanha" de cartas e cartões de apoio vindos de todas as partes do mundo. "Nossos pés estão no chão, mas nossos corações estão nas nuvens", declarou o pastor. 

Naquele ano, mais de 75 ativistas em todo o país foram presos e sentenciados a mais de 25 anos de prisão. O caso do pastor Carlos Lamelas parece ser parte de um movimento amplo para restringir a liberdade religiosa ao redor do país. Vários pastores e padres relataram um aumento da interferência incômoda do governo e alguns deles relataram o fechamento forçado ou a destruição de igrejas. 



1. A Igreja está vivendo dias de avivamento sem precedentes. Louve a Deus pelo grande avivamento que tem permeado o país e pelo crescimento explosivo das igrejas domésticas. Ore para que esta expansão continue. 

2. A Igreja está respirando ares de maior liberdade. Louve a Deus pelo abrandamento significativo das restrições e peça para que esta tendência continue. Ore para que esse relacionamento melhore cada vez mais. 

3. A Igreja está desfrutando de um apoio internacional expressivo. Agradeça a Deus pela importante rede de apoio que fornece Bíblias e outros recursos para evangelização às igrejas domésticas cubanas. Ore para que este auxílio aumente. 

4. A Igreja cubana tem a oportunidade de permear a nação com o Cristianismo. Ore para que o país continue caminhando no sentido de se tornar uma nação com total liberdade religiosa, onde o evangelho possa ser pregado livremente e igrejas possam ser implantadas em grande escala.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MTP E Missões Portas Abertas
Líbia


 
A Líbia é o 17° maior país do mundo e sua extensão equivale à soma dos Estados do Amazonas e Amapá. A maior parte de seu território é deserta, com oásis ao noroeste e planícies costeiras ao nordeste.

População 

Apesar da grande extensão, a Líbia é pouco povoada. Entre os seus 6,3 milhões de habitantes, cerca de 1,5 milhão é estrangeiro, vindo de países árabes e africanos.

Um terço da população líbia tem menos de 15 anos e a maioria dos líbios reside em áreas urbanas. Etnicamente, 97% da população constitui-se de árabes e berberes. Os outros 3% são bem diversos, formados por gregos, malteses, italianos, egípcios, paquistaneses, turcos, indianos e tunisianos. 

A qabilah, ou tribo, é a base da estrutura social da Líbia, cujas famílias têm em média cinco membros. 

A educação é pública e gratuita, e 85% da população é alfabetizada. A assistência médica também é gratuita e bastante acessível, mas ainda é deficiente nas áreas rurais. 

História 

Na Antiguidade, a área foi habitada por fenícios, gregos e romanos. A queda do Império Romano deu início ao longo controle do islamismo na região, que caiu sob domínio do Império Turco-Otomano em 1517, assim permanecendo até a invasão italiana. 

Em 1911, a Líbia é invadida e dominada pela Itália, apesar de forte resistência. Finalmente, o país obtém sua independência em 1951 e logo se torna um Estado rico com a descoberta de suas abundantes reservas de petróleo. 

Em 1969, o coronel Muammar Qadhafi assume o controle do país por meio de um golpe militar. O sistema implementado passa a ser uma combinação de socialismo e práticas islâmicas derivadas das tradições tribais. 

Governo 

Dentro de sua atuação política, Qadhafi tem financiado a propagação do islamismo como forma de obter poder na região. Devido ao apoio do governo líbio aos terroristas, as relações com o ocidente têm se deteriorado. Como consequência, o país já sofreu bombardeios e enfrenta sanções aéreas e comerciais. Em dezembro de 2003, a Líbia anunciou que aceitava revelar e destruir seus programas para desenvolver armas de destruição em massa e renunciar o apoio ao terrorismo. 

O islamismo chegou à Líbia proveniente da Arábia e do Egito no fim do século VII. Atualmente, 97% dos líbios são muçulmanos, quase todos de tradição sunita. Alguns grupos da população muçulmana lutam pela instituição de um Estado islâmico. 

A economia líbia depende principalmente do setor petrolífero, que corresponde a aproximadamente 95 % da exportação. O país tem uma das maiores rendas per capita na África, mas pouco disso é repassado às camadas mais baixas da sociedade. 



O cristianismo possui raízes antigas na Líbia. Mas a fraca evangelização inicial, em conjunto com o enfraquecimento causado pelo cisma donatista, deixou o país à mercê do avanço islâmico no século VII. 

O cristianismo foi praticamente eliminado e, atualmente, há apenas alguns milhares de cristãos líbios, a maioria constituída de trabalhadores estrangeiros. 

Os líbios são um dos grupos mais não-alcançados com o evangelho. A maior parte dos líbios da etnia árabe não sabe em que os cristãos realmente creem. Por causa de suas fortes raízes muçulmanas, não considerariam a mensagem do evangelho como algo dirigido a eles. 

Nenhuma forma de evangelismo ou trabalho missionário é permitida. Apenas os estrangeiros podem se reunir, contudo, eles são monitorados. Assim, os líbios não participam desses cultos por medo de serem vigiados, delatados, presos e até mesmo assassinados.



Ainda que a Líbia seja um Estado laico, seus líderes prestam grande respeito ao islamismo, conferindo-lhe papel ideológico na sociedade. O governo exige respeito às normas e tradições muçulmanas e a submissão de todas as leis à sharia (lei islâmica). 

O governo proíbe a conversão de muçulmanos e, por isso, proíbe atividade missionária. Ele também exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos sunitas "por definição". 

Há organizações secretas e redes de espiões que monitoram possíveis rebeldes e também os estrangeiros. Essa situação faz com que seja praticamente impossível evangelizar na Líbia. 

As pessoas raramente são perturbadas por causa de suas práticas religiosas, a menos que tais práticas fossem percebidas como tendo dimensão ou motivação política. O governo controla e restringe toda atividade política. Ele também monitora a literatura religiosa, inclusive a literatura islâmica, publicada ou importada ao país. A importação das Sagradas Escrituras em árabe ainda é estritamente controlada. 

É proibido evangelizar muçulmanos. Os muçulmanos que se convertem são sujeitos à pressão e ostracismo social. Muitos deles consideram abandonar a pátria. 

Em fevereiro de 2006, uma igreja e um convento católicos da cidade de Benghazi foram roubados e incendiados. O bispo e as freiras ficaram em Trípoli durante algumas semanas, até que os prédios fossem restaurados.



1. Os convertidos se sentem isolados. Ore para que haja mais abertura e possibilidade de os líbios cristãos se reúnam para terem comunhão e louvarem Deus juntos. 

2. Missionários não são permitidos. Existem áreas em que há espaço e abertura para profissionais cristãos e missionários que tenham uma profissão. Ore para que cristãos de todo o mundo tornem-se profissionais destas áreas e busquem servir aos líbios no amor de Jesus Cristo. 

3. A Igreja resiste a um governo que financia a propagação do islamismo. O governo líbio dá à religião islâmica um papel de destaque e contribui com missões muçulmanas em todo o mundo. Ore para que os líderes da Líbia conheçam a Cristo. 

4. É arriscado para um líbio confessar sua fé em Jesus. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para todas as conversas e relacionamentos dos convertidos.

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sábado, 28 de agosto de 2010

MTP e Missões Portas Abertas
Egito

O Egito é quatro vezes maior que o Estado de São Paulo, mas a maior parte de seu território encontra-se no deserto. Somente 3% das terras são aráveis, as quais geralmente se encontram às margens do Rio Nilo. A Península do Sinai - território estratégico que é a única ligação entre a África, a Europa e o Oriente Médio - encontra-se em território egípcio.

Além disso, o Egito detém o controle sobre o Canal de Suez, a ligação marítima que permite o caminho mais curto entre o Oceano Índico e o Mar Mediterrâneo.

População

Apesar da presença de outros povos do Oriente Médio no país, a maior parte da população egípcia é composta por árabes egípcios.

As áreas metropolitanas da capital, Cairo, e de Alexandria são as maiores do país, com 7,7 e 4,1 milhões de habitantes respectivamente.
A maior parte da população egípcia é muçulmana e, embora o Egito seja um Estado laico, o islamismo é a religião oficial do país.

História

A história do Egito remonta a épocas ainda anteriores aos faraós do Velho Testamento bíblico.

O Estado egípcio moderno só se tornou independente em 28 de fevereiro de 1922, quando o Reino Unido deixou de controlar seu território.

A diplomacia do presidente Anuar Sadat (1970-81) eliminou o domínio da antiga União Soviética e obteve o controle do valioso Canal de Suez. Também foi graças à capacidade diplomática de Sadat que os campos de petróleo do Sinai passaram a ser controlados pelo Egito, como consequência da Guerra de Yom Kippur em 1973.

Apesar da aflição e da escravidão impostas pelo Egito ao povo judeu na antiguidade, o país desempenhou em anos recentes um importante papel de auxílio a Israel ao assinar o conhecido tratado de paz de 1979. Essa atitude do governo egípcio recebeu ferrenha oposição da maioria dos países árabes e mesmo de extremistas muçulmanos egípcios, o que causou o isolamento do país no Oriente Médio e culminou com o assassinato de Sadat em 1981.

A partir de então, reformas políticas reinstalaram um governo democrático e multipartidário no Egito. Atualmente, o governo egípcio baseia-se na lei comum inglesa, na lei islâmica e nos códigos napoleônicos.

Governo e economia

O islamismo é a religião do Estado, mas o governo do presidente Mubarak é secular. Seu regime prolongado, de 28 anos no poder, tem criado uma insatisfação generalizada entre a população. Muitos muçulmanos querem que o Estado se torne islâmico.

Em 2006, a Irmandade Muçulmana, com o slogan "O islã é a solução" obteve 20% dos assentos do parlamento, apesar de ser um partido independente e ilegal.

Infelizmente, o fundamentalismo islâmico tem crescido a cada revés econômico. Em 1992, o governo foi forçado a agir de forma rigorosa contra os extremistas.

O país é dividido ao meio pelo vale do Nilo, onde a maioria das atividades econômicas acontece.

Em 2005, a gestão do primeiro ministro Ahmed Nazif reduziu a porcentagem de tributação das pessoas físicas e jurídicas, e o preço da energia elétrica; e privatizou diversas empresas. Apesar dessas medidas, o governo não conseguiu aumentar o padrão de vida da população, e ainda continua a prover subsídios para suprir as necessidades básicas.



O cristianismo chegou ao Egito logo no 1º século a.C.. Segundo a tradição, foi o apóstolo Marcos que fundou a Igreja de Alexandria. Muitos movimentos cristãos importantes surgiram no Egito em anos posteriores.

O islamismo só chegou ao país séculos depois, e conversões em massa fizeram dele a religião principal.

O cristianismo abrange em torno de 11% da população e sua participação percentual está crescendo lentamente, em função dos nascimentos em lares cristãos. A cada ano, o contingente cristão sofre baixas devido à emigração e à conversão ao islamismo.

A Igreja evangélica começou há 150 anos, e é ativa na implantação de igrejas e na área da educação e da saúde.



Embora os cristãos tenham liberdade religiosa, estão sujeitos à discriminação por parte da sociedade e de representantes do governo.

Certo líder cristão afirmou: "A situação que vejo a meu redor frequentemente me entristece. Em minha cidade, que costumava ser inteiramente cristã, o quadro piora diariamente. A maioria da população tornou-se muçulmana e muitos cristãos saíram do país ou foram para cidades maiores. Aqueles que permaneceram vivem geralmente em estado de extrema pobreza."

"Existem muitas pessoas que se autodenominam cristãs, mas dificilmente sabem alguma coisa sobre Cristo. A maioria não possui Bíblia e tampouco treinamento. É muito fácil os cristãos serem influenciados pelas doutrinas islâmicas e renunciarem à fé cristã, às vezes estimulados por ganhos materiais."

"O mandamento de Deus para nós aqui, ao norte do Egito, é "fortalecer os fracos, trazer de volta os desgarrados e buscar os perdidos", ou seja, cuidar de seu rebanho. Tentamos fazer isso de diversas formas. Em primeiro lugar, por meio de nossas aulas de alfabetização. Esse é um trabalho muito eficaz que tem levado muitos a conhecerem Jesus Cristo. Em segundo lugar, iniciamos um novo sistema de cursos bíblicos por correspondência. Com a falta de pastores em muitas igrejas, também iniciamos um programa de treinamento para líderes leigos que possam assumir a responsabilidade por suas respectivas comunidades. O treinamento desses jovens da região é a chave não somente para a sobrevivência da Igreja, mas também para seu crescimento e expansão. Além disso, estamos estabelecendo grupos de estudo bíblico. Vamos de aldeia em aldeia, formamos pequenos grupos e semanalmente estudamos a Bíblia e cantamos na casa de um dos integrantes."

"Pelo fato de as garotas adolescentes formarem um grupo vulnerável em nossa sociedade, temos organizado conferências regulares para elas, nas quais abordamos temas como a dinâmica do casamento cristão, doutrinas básicas da fé, e como lidar com o medo. Elas correm o risco de serem estupradas por garotos muçulmanos e, de certa forma, obrigadas a se casar com eles".

Esse líder cristão ainda revela que ele e outros cristãos das áreas rurais são perseguidos e ameaçados com frequência. Opositores já mandaram cães ferozes atacá-los e locais de reunião já foram incendiados.

Ele ainda relata: "Às vezes, as atividades e pressões me afetam. Outro dia, a polícia me convocou para um interrogatório e queria saber por onde eu havia andado. Ainda por cima, alguns membros de minha família tentaram me convencer a emigrar para a Austrália. Devo confessar que considerei seriamente a questão! Minha saúde está abalada, o fardo é pesado e a caminhada é difícil. Mas o Senhor gentilmente me lembrou do Salmo 126.5: "Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão". Perguntei a Deus se outra pessoa poderia chorar minhas lágrimas por algum tempo".

A luta dos ex-muçulmanos

Os muçulmanos que se convertem sofrem severa perseguição também. Eles podem ser marginalizados pela sociedade, presos, torturados e até mortos.

Tudo isso acontece, em primeiro lugar, porque o governo não reconhece a conversão de muçulmanos para outra religião.

Embora vários muçulmanos se convertam ao cristianismo a cada ano, o estigma social de deixar o islã força a maioria a esconder a decisão. A designação religiosa de "muçulmano" na identidade obriga que eles tenham uma vida dupla. São obrigados a se casar segundo a sharia (lei islâmica) e suas crianças têm de receber instrução religiosa islâmica na escola.

Em agosto de 2008, um jovem egípcio que se converteu do islã ao cristianismo apresentou um requerimento judicial para que as autoridades reconhecessem sua nova religião. Mohammed Ahmed Hegazi, de 25 anos, levou a sua reivindicação ao Tribunal Administrativo do Cairo.

Hegazi abraçou o cristianismo em 1999. Ele é casado e sua mulher também deixou de ser muçulmana para se tornar cristã. Mesmo assim, os dois tiveram de se casar segundo os ritos prescritos pela religião islâmica, que consta dos seus documentos de identificação. Mais tarde, os dois se casaram em uma igreja cristã. Além disso, Hegazi também gostaria que seus dois filhos fossem registrados como cristãos.

O juiz Muhammad Husseini disse, em um veredicto de 29 de janeiro de 2008, que é contra a lei islâmica um muçulmano deixar o islã, e, por isso, negou o pedido de mudança de status religioso de Hegazy em seu documento de identidade. "O juiz disse que ele poderia ter a crença que quisesse no coração, mas no papel não poderia se converter", contou um dos representantes legais de Hegazy à agência de notícia Compass.

A decisão do juiz Husseini foi fundamentada no Artigo II da Constituição Egípcia que faz da sharia, a base para a lei egípcia.

Apesar da decisão, Hegazy ainda planeja apelar da decisão, ou, se possível, abrir um novo caso. Sua esposa, Zeinab, planeja ir à Corte pedir o seu registro como cristã. Ameaças de morte forçaram o casal, que teve uma filha em janeiro de 2008, a se esconder desde que o caso ganhou as manchetes dos jornais em agosto de 2007.


Motivos de oração

1. A Igreja beneficia-se de sua tradição. Ore para que os muçulmanos respeitem as antigas raízes da Igreja local. Ore também para que a liberdade de culto seja mantida e a liberdade de evangelização aumente.

2. Os novos convertidos enfrentam uma grande perseguição social. Ore por aqueles que deixaram a fé islâmica a fim de abraçar o cristianismo. Estes cristãos enfrentam muitas pressões e ameaças da sociedade e são frequentemente obrigados a conviver com a solidão e o perigo constante.

3. Os cristãos sofrem com os problemas econômicos do Egito. Ore para que os cristãos descubram meios de servir ao Egito e apresentem soluções aos problemas do país. Ore ainda para que os ocidentais também encontrem formas de ajudar a região.

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sexta-feira, 26 de março de 2010

MTP e MissãoPortas Abertas
Classificação dos países por perseguição


Os dez países mais perseguidos


Coréia do Norte - O país mais perseguido

Localizada na metade setentrional da Península da Coreia, no leste asiático, a Coreia do Norte é caracterizada por altas montanhas separadas por vales estreitos e profundos. Densas florestas cobrem cerca de dois terços do país.

População

A população norte-coreana é de pouco mais de 23 milhões de pessoas. Etnicamente, ela é constituída quase que totalmente por coreanos (99%). Há um pequeno número de chineses e japoneses.

Segundo estimativas do governo, 70% da população não professa nenhuma religião. O restante segue crenças asiáticas como xamanismo, confucionismo ou budismo. Há grupos cristãos de protestantes, católicos e ortodoxos.

Quase 100% da população é alfabetizada e tem acesso à educação.

A população sofre com a fome - 36% dela é subnutrida. Há abertura para organizações humanitárias atuarem a fim de aliviar a fome da população, mas os esforços não são suficientes. Isso acontece parcialmente por causa da corrupta liderança das forças militares. Eles interceptam muitas cargas de alimento e desviam-na aos seus soldados. O próprio
presidente Kim Jong-Il disse, certa vez, que só precisa que 30% da população sobreviva.

História

A história recente da Coreia do Norte tem sido bastante sofrida. A Coreia foi dividida em dois países logo após a II Guerra Mundial, como consequência da Guerra Fria. Antes disso, porém, o país foi ocupado pelo Japão por 35 anos, entre 1910 e 1945.

Em junho de 1950, tropas norte-coreanas invadiram a Coreia do Sul em uma tentativa de unificar o regime comunista. O conflito armado durou três anos e culminou com a vitória sul-coreana, tendo causado sofrimentos significativos à região.

A zona desmilitarizada entre os dois países continua sendo uma das áreas mais fortificadas e impenetráveis do mundo.

A guerra quase irrompeu novamente no fim da década de 90, mas foi evitada graças a esforços diplomáticos. Não obstante, ainda há grande tensão entre as duas Coreias.

Governo e economia

Atualmente, a Coreia do Norte é um Estado comunista controlado ditatorialmente por um homem - o presidente Kim Jong-Il.

Em setembro de 2008, Kim Jong-Il não compareceu a um importante desfile militar. Surgiram boatos de que ele estaria enfermo, e especulou-se sobre quem seria seu sucessor. No entanto, o presidente reapareceu em público, reafirmando seu poderio.

O dirigente comunista norte-coreano Kim Jong-Il foi eleito por unanimidade para o Parlamento na eleição de 8 de março de 2009. Ele teve 100% dos votos
1.

O país tem sido profundamente marcado por um "culto à personalidade" que elevou o falecido ditador King Il-Sung, pai de Kim Jong-Il, à posição de deus.

O governo utiliza severos controles para incutir essa ideologia sobre cada cidadão, que inclui o culto a Kim Il-Sung e a seu filho Kim Jong-Il, o atual presidente. Todas as religiões contrárias a esta ideologia são proibidas.

A nação permanece fechada para o mundo exterior, porém as dificuldades econômicas e a fome crescente geraram alguma abertura, especialmente para ministérios de cunho social.

Mais da metade da força de trabalho (64%) atua na indústria e serviços.

Apesar de alguma modernização, a fome ainda é um problema social. Problemas sistemáticos, como a ausência de solo cultivável, a existência de fazendas coletivas e a falta de tratores e combustível, têm levado a Coreia do Norte a uma sequência de períodos de escassez de alimento iniciada em 1996.


A Igreja

Menos de 2% da população é cristã, apesar de o cristianismo ter uma longa história na região. Antes da guerra, o país era palco de um avivamento. A capital, Pyongyang, abrigava quase meio milhão de cristãos, constituindo na época 13% da população. Após a guerra, muitos cristãos fugiram em direção ao sul ou foram assassinados.

Atualmente, há quatro igrejas na cidade - duas protestantes, uma católica e outra ortodoxa -, mas são basicamente "igrejas de fachada", servindo à propaganda política.

Quase todos os cristãos na Coreia do Norte pertencem a igrejas não-registradas e clandestinas. O culto deles se constitui de um encontro "casual" de dois ou três deles em algum lugar público. Lá eles oram discretamente e trocam algumas palavras de encorajamento.


A perseguição

A perseguição aos cristãos foi intensa durante o período de dominação japonesa, especialmente devido à pressão exercida pelos dominadores para a adoção do xintoísmo como religião nacional. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Em um primeiro momento, os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confiscados e líderes cristãos receberam voz de prisão. Ao serem derrotados na Guerra da Coreia, soldados norte-coreanos em retirada frequentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação.

Ser cristão é perigoso na Coreia do Norte; por isso o país ocupa, pelo sexto ano consecutivo, a primeira posição na Classificação de países por perseguição. O Estado não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, ou até que tenha contato com outros cristãos (na China, por exemplo). Os cristãos que sobrevivem às torturas são enviados para os campos de concentração. Lá, as pessoas recebem diariamente alguns gramas de comida de má qualidade para sustentar o corpo que trabalha por 18 horas. A menos que aconteça um milagre, ninguém sai desses gigantes campos com vida.

Em setembro de 2007, a revista
Newsweek destacou o drama dos cristãos norte-coreanos. Um desertor, Son Jong-Nam, converteu-se quando fugiu para a China, onde conheceu um grupo de missionários cristãos. Após certo tempo, ele voltou ao seu país como missionário. Lá, foi detido e acusado de ser espião. Atualmente, ele está no corredor da morte em Pyongyang.

Son cresceu em boas circunstâncias por ser filho de um alto oficial. De acordo com a
Newsweek, a esposa dele, grávida, perdeu o bebê depois de ter sido espancada durante um interrogatório na Coreia do Norte, por ter criticado o controle de alimentos de Kim Jong-Il.

Desde o final do século 19, cerca de cem mil norte-coreanos mantêm a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da Newsweek. Até mesmo Kim Il-Sung, o primeiro ditador da Coreia do Norte, falecido recentemente, veio de uma família cristã devota.

De acordo com missionários, os cristãos norte-coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais, embrulhadas em plásticos. Alguns pastores na China oram por doentes e pregam através de interurbanos feitos por telefone celular, segundo a reportagem. Tudo isso num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos. Os "cultos telefônicos" têm de ser rápidos, e muitas vezes são interrompidos bruscamente, porque a Coreia do Norte usa rastreadores para localizar os telefones.


Motivos de oração

1. Louve a Deus pelo crescimento da Igreja e pela capacidade dos cristãos norte-coreanos de divulgar o evangelho mesmo sob rígidas restrições. Ore para que novas oportunidades de evangelismo sejam descobertas.

2. A situação atual é terrível, mas Deus está usando esse sofrimento para o bem. Portas estão se abrindo para o evangelho à medida que o governo torna-se cada vez mais favorável a aceitar os ministérios cristãos de ação social e humanitária. Ore para que esta pequena abertura na esfera governamental possa expandir-se rapidamente.

3. O povo sofre com a obrigação de cultuar os líderes do país. Ore para que o vazio dessa falsa religião torne-se evidente e para que os norte-coreanos busquem o Deus verdadeiro.

4. Organizações missionárias voltadas para a Coreia prosseguem em sua preparação. Louve a Deus pelo grande volume de recursos que está sendo disponibilizado para ajudar a Coreia do Norte. Ore para que as organizações missionárias encontrem formas de realizar seu trabalho nos dias de hoje. Ore também para que estas organizações estejam preparadas para agir conjuntamente quando as portas do país se abrirem para o exterior.

5. Os cristãos coreanos sofrem com a falta de Bíblias. A maioria dos cristãos não possui sua própria Bíblia e muitos não têm sequer acesso a uma. Ore para que ministérios cristãos consigam suprir o país com Bíblias. A maioria das Bíblias tem que ser contrabandeada e equipes de entrega continuam sendo necessárias.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

MTP e Missão Portas Abertas
Arábia Saudita

Circundada pelo Mar Vermelho e pelo Golfo Pérsico, a Arábia Saudita está localizada no coração do Oriente Médio e possui fronteiras com sete países. Grande parte de seu território é desértico, com a presença de alguns poucos oásis.
A maioria dos sauditas vive em grandes cidades, tais como Riad (sede do reinado), Jidá (onde se localiza o mais importante porto do país), Meca (o coração do islã, para onde todos os muçulmanos do mundo devem peregrinar pelo menos uma vez na vida), Medina (cidade sagrada e centro cultural) e Ad Damman (produtora de petróleo).

História

Acredita-se que a Arábia Saudita era o lar original de alguns povos bíblicos, como os cananeus e os amorreus. Muitos impérios antigos dominaram o território saudita nos períodos anteriores ao nascimento de Cristo. Alexandre, o Grande, tinha planos de conquistar a região, mas morreu antes de realizá-los. O primeiro grande acontecimento que marcou a Arábia Saudita foi o nascimento de Maomé, em 570. Por seu intermédio, o islã foi fundado no século VII e, desde então, as batalhas políticas e históricas ocorridas no país ficaram restritas às várias vertentes islâmicas lutando pelo poder.

Treze séculos mais tarde, em 1938, a cultura e a economia do país não eram muito diferentes dos tempos de Maomé. O povo seguia o islamismo, enquanto camelos e tendas ocupavam os desertos. No entanto, naquele ano, o primeiro reservatório de petróleo foi descoberto e o país iniciou um amplo programa de modernização.

Desde então, o reino da Arábia Saudita tem procurado caminhar sobre uma frágil linha entre o relacionamento com o mundo exterior e o isolamento para preservar a pureza da fé islâmica. Atualmente, o país continua sendo governado por uma monarquia baseada na sharia, a lei islâmica. Em março de 1992, uma série de decretos reais criou o primeiro código de direitos do país. Não há poder legislativo e as leis são estabelecidas pelo rei e por seus ministros.

População

Há aproximadamente 7 milhões de estrangeiros trabalhando no país: 1,4 milhão de indianos, um milhão de bengaleses, 900 mil paquistaneses, 800 mil filipinos, 750 mil egípcios, 250 mil palestinos, 150 mil libaneses, 130 mil cingaleses, 40 mil eritreus e 25 mil norte-americanos.

Imigrantes do Sul e Sudeste Asiático são, em particular, sujeitados a condições de trabalho que constituem servidão. São submetidos a abusos físicos e sexuais, e não recebem seus salários. Os empregadores geralmente se apossam do passaporte desses imigrantes, restringindo-lhes a mobilidade e a capacidade de deixarem o país. Os empregados domésticos são mais vulneráveis, pois ficam confinados nas casas em que trabalham, impossibilitados de procurar ajuda.

Religião

Entre os estrangeiros há muçulmanos, cristãos, hindus e budistas. Cerca de 90% da comunidade filipina é cristã.
O islamismo é praticado por 100% da população saudita. Embora haja minorias de outras vertentes, a grande maioria segue a tradição sunita. O sistema legal do país é baseado em uma interpretação própria da sharia. O islamismo é a religião oficial, e a lei requer que todos os cidadãos sejam muçulmanos.

A Arábia Saudita é o coração do islã e abriga as mais sagradas localidades islâmicas. Quase um milhão de peregrinos acorre ao país todos os anos. As sedes de algumas das mais importantes organizações internacionais islâmicas encontram-se no país, com destaque para a Liga Islâmica Mundial, responsável pela divulgação e expansão do islã pelo mundo por meio de missões, apoio financeiro e radiodifusão.

Governo

O rei Abdullah bin Abdel Aziz al-Saud anunciou amplas reformas na estrutura administrativa e judicial do reino.1 Uma delas foi a nomeação inédita de uma mulher para ocupar um ministério, em 2009. Noura bint Mohammed bin Musaid al-Fayez assumiu o cargo de vice-ministro da Educação Feminina.

O rei também destitui de cargos de confianças pessoas notórias por sua visão conservadora.

Na Arábia Saudita, os jornais são criados por decreto real. Jornais árabes estrangeiros são submetidos à censura e então circulam. Eles têm de seguir o exemplo da agência de notícias estatal no que diz respeito à publicação de histórias ou assuntos delicados.

Estações de rádio e TV particulares não podem operar dentro do território saudita. Mesmo assim, a nação representa uma audiência importante para estações árabes transmitidas via satélite.

O governo tem investido muito em sistemas de segurança para bloquear o acesso de usuários a sites da internet considerados ofensivos.

Economia

A Arábia Saudita detém mais de 25% das reservas de petróleo do mundo.

Os últimos cinco anos de alta no preço do petróleo criaram amplas reservas financeiras neste país. Entretanto, com a crise econômica global e a queda do preço do petróleo, acredita-se que o crescimento da Arábia Saudita em 2009 será menor.



De acordo com a tradição, o apóstolo Barnabé foi o primeiro a levar o evangelho à Arábia Saudita. Quando o islamismo chegou à região, já havia uma grande população de cristãos que auxiliou Maomé durante o seu exílio. Quando o islamismo assumiu o controle, no século VII, todos os cristãos foram expulsos. Desde então, nenhuma missão foi autorizada a entrar no país.

Atualmente, a maioria dos cristãos no território saudita é constituída de estrangeiros que vivem e trabalham nas bases militares ou para as companhias de petróleo. Há um pequeno grupo de cristãos sauditas não declarados, vivendo sob constante temor de serem descobertos, presos e executados. Eles encaram os novos convertidos não com júbilo, mas com medo e suspeita. Essa atitude impede o crescimento da Igreja.

Há convertidos sauditas, mas é extremamente difícil se chegar a um número exato, pois não estão organizados em igrejas, nem em grupos domésticos.



O governo não reconhece legalmente a liberdade religiosa e nem lhe dá proteção. A prática pública de religiões não-muçulmanas é proibida. No que diz respeito à política pública, o governo afirma garantir e proteger os direitos de cultos privados para todos, incluindo não-muçulmanos que se reúnem em casas; no entanto, esse direito não é sempre respeitado na prática e não está definido na lei.

A Arábia Saudita é uma monarquia islâmica sem proteção legal à liberdade de religião. O islamismo é a religião oficial e a lei exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos. De acordo com a sharia, a apostasia (abandono do islamismo) é considerada um crime punível com a morte se o acusado não se retratar.

O governo proíbe a prática pública de religiões não-muçulmanas. O governo reconhece o direito de cristãos estrangeiros cultuarem em particular. Entretanto, na prática ele nem sempre respeita este direito. As pessoas detidas pela prática do culto não-muçulmano quase sempre são deportadas pelas autoridades, algumas vezes, depois de longos períodos de detenção. Em alguns casos, são também sentenciadas a açoites antes da deportação.

Os cristãos que exercem sua fé de modo particular e discreto quase nunca são incomodados. Entretanto, há problemas quando cidadãos se queixam dos cultos realizados pelos vizinhos. Alguns alegam que informantes pagos pelas autoridades se infiltram em seus grupos cristãos particulares.

Os não-muçulmanos são rigorosamente proibidos de entrar na cidade sagrada de Meca; os que ultrapassam os limites podem ser mortos. Além disso, os cristãos da Arábia Saudita vivem sob constante risco, isso devido à atuação de radicais islâmicos que podem tentar assassinar os líderes das comunidades cristãs ou infiltrar informantes entre os membros das igrejas. O governo oferece uma recompensa equivalente a um ano de salário - um prêmio tentador para muitos - a qualquer pessoa que denunciar uma reunião cristã.

O governo não permite que clérigos não-muçulmanos entrem no país com o propósito de dirigir cultos, apesar de alguns o fazerem em segredo. Tais restrições tornam muito difícil para a maioria dos cristãos manter contato com clérigos e frequentar cultos.

O Comitê para Promoção da Virtude e Prevenção do Vício (comumente chamado de "polícia religiosa" ou mutawwa) é uma entidade governamental e seu presidente tem condição ministerial. A mutawwa tem autoridade para deter pessoas, não mais que 24 horas, por violação dos estritos padrões de vestuário e comportamento. Entretanto, às vezes ultrapassam esse limite antes de liberarem os detidos para a polícia.

O proselitismo e a distribuição de materiais não-muçulmanos, como Bíblias, são ilegais. As autoridades alfandegárias costumam abrir correspondências e carregamentos à procura de contrabando, incluindo materiais cristãos, como Bíblias e fitas de vídeo. Tais materiais estão sujeitos ao confisco, apesar das normas parecerem aplicar-se arbitrariamente.

O governo restringe a liberdade de expressão e de associação, e a imprensa exerce a autocensura com relação a assuntos delicados, como a liberdade de religião. Não há organizações não governamentais independentes que monitorem a liberdade religiosa. A linguagem ofensiva e discriminatória sobre cristãos é vista nos livros-texto das escolas públicas, nos sermões das mesquitas e nos artigos e comentários na imprensa.

Em agosto de 2008, Fátima al-Mutairi, a filha de 26 anos de um clérigo muçulmano, foi assassinada por seu irmão em Buraydah, Arábia Saudita, depois que contou à família sobre sua conversão.

O contato de Fátima com outros cristãos era limitado a fóruns na internet e conversas telefônicas.



1. A Igreja sofre em função das relações pouco amistosas com o islamismo. Ore pelo retorno das boas relações entre os líderes islâmicos e os cristãos, o que permitiria a entrada de mais trabalhadores cristãos no país.

2. Os trabalhadores estrangeiros não podem realizar cultos. No entanto, realizam-se muitas reuniões secretas e clandestinas que o governo finge ignorar. Ore para que as reuniões realizadas por esses pequenos grupos continuem a ser toleradas e sejam uma fonte eficaz de testemunho e comunhão.

3. Os muçulmanos convertidos ao cristianismo são vítimas das piores punições. Um saudita convertido ao cristianismo é considerado um apóstata e pode ser punido com a pena de morte. O rei mantém uma polícia religiosa secreta extremamente comprometida com a manutenção da tradição islâmica. Os muçulmanos que se interessam pelo cristianismo enfrentam severas consequências, entre as quais a mais branda é o completo isolamento de familiares, amigos, colegas de trabalho e da própria sociedade. Ore e peça que Deus dê coragem aos novos convertidos, capacitando-os a enfrentar a perseguição pelo amor ao evangelho.

4. A Igreja não pode evangelizar. A literatura cristã é terminantemente proibida e visitantes não-muçulmanos não podem adentrar os limites da cidade sagrada de Meca sob pena de condenação à morte.

5. Asiáticos cristãos sofrem duras consequências por suas atividades. Cristãos filipinos, em particular, têm sido bem sucedidos em seus testemunhos. Eles chegam ao país para trabalhar em empregos humildes, como cozinheiros e empregados domésticos, e têm conseguido evangelizar seus empregadores com êxito. Ore pela segurança destes trabalhadores asiáticos e pelo sucesso de suas tentativas evangelísticas.

Fonte:

Acessem e saibam mais!!!
Vale a pena conferir e orar!!!

domingo, 13 de dezembro de 2009

MTP e Missão Portas Abertas
Afeganistão

Sob diversas óticas, o Afeganistão é resultado de sua localização geográfica e de sua topografia. A cordilheira Hindu Kush corta o país ao meio e forma um esconderijo natural e uma barreira para os exércitos invasores. Os defensores afegãos só precisavam esconder-se atrás dessa barreira e aguardar o momento oportuno para atacar os inimigos.

Por outro lado, as montanhas do Hindu Kush têm evitado a disseminação do evangelho e de influências consideradas modernizantes, como o desenvolvimento tecnológico.

A população

Os pataneses compõem o maior grupo étnico e constituem aproximadamente 42% da população do país. O segundo maior grupo, com 27% da população, é formado de tadjiques, seguido por hazaras e uzbeques. Do total de 28,2 milhões de habitantes, 44,6% possuem menos de 15 anos.

Cerca de 99% da população é muçulmana e deste grupo 80% são sunitas. Há algumas minorias religiosas, incluindo os cristãos.

Antes dos conflitos de 2001, a maioria dos cristãos era estrangeira, mas estes se viram obrigados a abandonar o país com o início dos ataques norte-americanos. Sob o domínio do Talibã, os xiitas foram sistematicamente perseguidos.

História

O Afeganistão já foi disputado por diversos impérios, desde Alexandre, o Grande, até o Império Britânico.

Em tempos mais recentes, a autocracia monárquica deu lugar à República (1973), que, por sua vez, terminou com um golpe pró-marxista em 1978, seguido de uma invasão soviética. O conflito armado foi um desastre para o país e levou à retirada dos exércitos vermelhos no final da década de 80 e à queda do regime comunista em 1992.

A falta de união entre as fileiras guerrilheiras deu início a uma guerra civil e, ao longo da década de 90, uma milícia fundamentalista denominada Talibã obteve o controle de 95% do país, deixando que apenas uma pequena área ao norte fosse controlada pela inimiga Aliança do Norte.

Os ataques terroristas contra Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2001, tiveram grandes consequências para a história contemporânea do Afeganistão. Depois de os EUA exigir a prisão e a extradição do saudita Osama Bin Laden (hospedado pelo governo Talibã e acusado dos ataques), declararam guerra contra o Talibã e, a partir do dia 7 de outubro, passaram a bombardear massivamente o território afegão, enfraquecendo a milícia fundamentalista.

No final de novembro de 2001, o Talibã já havia perdido o controle de praticamente todo o país, com exceção da cidade de Kandahar, onde a milícia mantinha seu quartel-general.

As forças do Talibã se tornaram mais efetivas em 2006, e chegaram até a anunciar seu governo em algumas províncias.

Governo

Há uma tensão crescente entre o parlamento conservador e governo de Hamid Karzai em relação à liberdade de expressão e outros direitos humanos. Em janeiro de 2008, o conselho islâmico do Afeganistão alertou o presidente sobre a influência de grupos estrangeiros de ajuda humanitária e de novelas indianas. Também exigiram o retorno de execuções públicas.

Em fevereiro de 2009, a Comissão Eleitoral Independente marcou as eleições presidenciais para 20 de agosto. Entretanto, o mandato do atual presidente encerra-se em 21 de maio. Não se sabe ao certo o que acontecerá nesse entretempo.

Economia

A economia afegã foi arruinada por quase duas décadas de conflito. Guerras, terremotos e secas devastaram as estruturas do país. O inverno rigoroso de 2007/2008 e a seca no verão elevaram o preço dos alimentos, em especial da farinha e do arroz.

A agricultura é o maior setor da economia e a fonte de renda para a maioria dos afegãos. Mas boa parte desse setor é voltada para o cultivo da papoula, matéria-prima do ópio. Existem diversas tentativas de substituir essa cultura por outras plantações.

O narcotráfico é responsável por 60% da economia afegã. Essa atividade intensificou-se após a queda do Talibã, tornando o país responsável pela fabricação de 93% do ópio encontrado em todo o mundo.

Talibã

O Talibã intensificou suas atividades entre 2007 e 2008; uma delas foi um atentado contra a vida do presidente em 27 de abril de 2008. Fala-se abertamente sobre um possível golpe do Talibã

As milícias talibãs intimidam a população nas áreas rurais, fazendo "visitas noturnas", nas quais sequestram funcionários públicos e pessoas que se opõem em sua forma de pensar. O sequestro de trabalhadores de ajuda humanitária aumentou muito.

Tropas da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte) e soldados afegãos têm combatido as milícias do Talibã, mas têm sofrido baixas significativas. Teme-se que, quando as forças da OTAN deixarem o país, o governo atual não sobreviva e comece outra guerra civil.


O cristianismo chegou ao Afeganistão nos primeiros séculos da era cristã. Por volta de 400 d.C., já havia um bispo instalado na cidade de Herat.

No entanto, o século XIV assistiu à erradicação do cristianismo por Tamerlão, último dos grandes conquistadores da Ásia Central e, desde então, a influência cristã tem experimentado períodos de ascensão e declínio.

Quando o presidente norte-americano Dwight Eisenhower visitou o país em 1959, ele pediu permissão ao rei Zahir Shah para construir uma igreja em Cabul para diplomatas e imigrantes cristãos. Em 1970 o país teve a sua primeira igreja cristã evangélica. Contudo, em 1973 o edifício foi completamente destruído e as fundações foram cavadas em busca de uma igreja subterrânea.

Afegãos se converteram com o ministério de missionários no país. Muitos dos convertidos eram deficientes visuais.

Com a tomada do poder pelo Talibã, todos os missionários cristãos e a maioria dos cidadãos ocidentais foram expulsos do país. Durante o governo Talibã, a pressão aos cristãos aumentou. Era permitido aos estrangeiros reunir-se em pequenos grupos nos lares, visando comunhão, mas atos evangelísticos e a participação de afegãos eram proibidos.

Obreiros cristãos foram expulsos do país; rádios e canais de televisão foram proibidos; e a Polícia do Vício e dos Bons Costumes monitora estritamente o comportamento religioso.

A Igreja tem grande necessidade de ensinamento. Algumas pessoas são cristãs há anos, mas não sabem a diferença entre o Velho e o Novo Testamento. Como é perigoso ter uma Bíblia em casa, é rara a oportunidade de se estudar a Palavra de Deus.

Em setembro de 2008 disponibilizou-se a tradução da Bíblia no idioma dari.

A situação daqueles que decidiram deixar o islã e dos considerados apóstatas continua difícil. Mas, apesar das lutas e obstáculos, a Igreja afegã está crescendo, ainda que de forma clandestina.


A princípio, todos os afegãos são considerados muçulmanos. O Artigo 3 da Constituição afegã sustenta que "Nenhuma lei pode ser contrária à crença da sagrada religião do islã".

A apostasia (abandono do islamismo) e a blasfêmia são crimes passíveis de morte. Por isso, convertidos e ateus podem ser condenados à morte.

Os não-muçulmanos residentes no país podem praticar a sua fé, mas não podem evangelizar.

Em maio de 2007, uma emenda à lei que regula a mídia afegã proibiu a promoção de qualquer religião que não fosse o islamismo.

Enquanto manteve o poder, o Talibã instituiu um governo teocrático com base em uma rigorosa interpretação da sharia. Quase todo o território afegão assistiu a uma vigorosa promoção do islã, que resultou em inigualável opressão contra a pequena comunidade cristã.

Alguns países, entre eles o Irã e a Arábia Saudita, têm apoiado o Afeganistão com o envio de líderes e livros religiosos e dinheiro. O país é lar para muitos muçulmanos radicais.

O controle exercido pela família é predominante. A sociedade afegã é dominada pela família estendida (que inclui avós, tios e primos) e há pouco espaço para escolhas individuais. Assim, a maior pressão contra os cristãos locais vem de suas próprias famílias e rede de relacionamentos.

Os convertidos sofrem uma enorme pressão. Em geral, eles têm três dias para se retratar e voltar ao islamismo; caso contrário podem morrer. Por isso, a maior parte dos convertidos guarda sua fé para si e só a compartilha com pessoas que consideram dignas de confiança.

Em novembro de 2008, insurgentes do Talibã assassinaram Gayle Williams, 34 anos. Ela foi morta a caminho do escritório por dois homens em uma motocicleta.

Em entrevista pelo telefone com a agência Reuters, eles citaram o aumento da "propaganda" do cristianismo como a razão do ataque.

Gayle tinha cidadania inglesa e sul-africana. Ela havia sido realocada recentemente para Cabul por motivos de segurança. Gayle era voluntária da agência Servindo o Afeganistão havia dois anos.

Um relatório da ONU declarou que houve mais de 120 ataques contra agentes humanitários somente nos primeiros sete meses de 2008. No total, 92 pessoas foram sequestradas e 30 morreram.

Em julho de 2007, 23 jovens missionários evangélicos sul-coreanos foram capturados na Província de Ghazi, sul do país.

O talibã exigiu que uma tropa sul-coreana (cerca de 200 homens) fosse retirada do Afeganistão, que fosse pago um resgate em dinheiro e que oito de seus militantes fossem libertos em troca dos reféns.

Dois dos reféns sul-coreanos, entre eles o pastor Bae Hyung-Kyu, foram mortos pelos radicais quando os prazos para o cumprimento das exigências expiraram. Em meados de agosto, os talibãslibertaram duas reféns doentes, como "um gesto de boa vontade".

Depois de seis semanas em cativeiro, as autoridades da Coreia do Sul fecharam um acordo com os rebeldes pela libertação de todos os reféns, em troca de que o país acelerasse a retirada de seu pessoal civil e militar do Afeganistão e contivesse o envio de missionários cristãos ao país.

Motivos de oração

1. Ore pelo povo afegão, em especial pelas crianças. Que elas cresçam em um ambiente pacífico, e tenham oportunidades de estudar.

2. Ore por obreiros cristãos afegãos e estrangeiros que se dedicam ao ensino espiritual e secular do povo.

3. Interceda pelos missionários envolvidos em ajuda humanitária e capacitação profissional dos afegãos. Eles correm riscos cada vez maiores de serem sequestrados e assassinados. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para eles e suas agências.

4. Agradeça pela tradução da Bíblia em dari. Que muitos afegãos tenham condições de adquirir um exemplar das Escrituras para si.

5. Ore pelas eleições governamentais do país e pelo futuro líder. Que ele seja um instrumento de Deus para trazer paz ao seu povo.


Fontes

- 2008 Report on International Religious Freedom (http://2001-2009.state.gov/g/drl/rls/irf/2008/index.htm)


- Portas Abertas Internacional


Atualizado em 02/04/2009


Acessem e orem por estas vidas!!!